domingo, 23 de maio de 2010

O Pranto do Poeta

Adoraria fazer uma mágica e transformar todos os homens em seres humanos em plenitude...
Coisa de babaca como eu, que tá no mundo exilado por algum motivo sofrendo seus sonhos... Mas não posso arrancá-los de dentro de mim!
Preciso confrontá-los com essa dura constatação do que somos! De como fomos tecido no seio da história e isso às vezes é extremamente doloroso!!! O pranto inflama-se...
A poesia é minha lágrima...
Ponho-me a parir versos que podem ser incompreensives, mas que traduzem meu tormento interior e o desvanecer de minhas utopias que renascem a cada sorriso e a cada aperto de mão, a cada abraço desinteresado e a cada olhar fugidio na multidão...
Muitas vezes a desesperança pisa os sonhos sem, no entanto os matarem, mas machucando-os profundamente...
Deixando o poeta excitado e em pedaços... Tenho pele sensível para congregar com os lobos, o covil dos lupinos é para paquidermes...
No entanto cá estou eu tentando provar senão aos outros, pelo menos a mim mesmo, que um homem pode manter sua dignidade e senssibilidade mesmo estando entre cães empestados viciados nos mais absurdos e vis fazeres... simplesmente pela vaidade e avareza, luxuria e etc
Não sou puritano!!!
Mas acho que quando meus pecados ou minhas praxes essessivas lesam o outro e causam lhe sofrimentos e prejuizos é preciso ter a descência de verificar isso e mudar...

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