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A BOCETA DE DONA FRANCISCA

Imbão! As vêiz eu me alembro duns cunticido de meus tempo de mulecote, que anté pego a rí d’eu memo. Ind’agorinha tava aculá de fuga, assuntano o gado rimueno, di coqui debaxo dum pé de barú erado que desde o tempo de vô Tôim qu’ele tá lá no memo lugázim. E o pensamento foi numa lunjura que credo im cruis! O causo cumeçô, foi o siguinti... A mochinha levou um supapo da maiada que chega tombô no meloso! Imbão, essa bestage de nada, feiz o pensamento ganhá o gerais e pequei o viagêro da mimória e conde vi tava lonnnnnge... Peguei a me alembrá d’eu mais cumpadi Afréu e um causo puxa ôtro e ansim me alembrei de dona Francisca do ribêrão. Muié que todo mundo gavava pela manêra dela levá a vida. Óia qu’ela era uma muié arrespeitada e memo véia cuma eu alembro dela, ela inda era um veiona prumada. Dona Francisca casô cum Mané Pinto e inviuvô cedo. Era o que o povo dessas bêra tudo contava. Diz que ela era moça pobre mais muito intiligente e trabaiadêra e o Mané se apaxonô pela moça e cabô cas

Democráticos

Nossa gente é o penhor De uma dívida sem igual Que nos faz ser escravos Em nossa terra natal A miséria e o sofrer Dominam o dia-a-dia Que seria dessa gente Se aqui fosse ausente A tal da democracia? Já venderam nossa luta Nossos sonhos, nossos filhos E a nossa pátria amada É feita de maltrapilhos Mas tudo está indo bem Por isso o povo faz folia Que seria dessa gente Se aqui fosse ausente A tal da democracia ? Mataram o pai dos pobres E o tacharam suicida E a vilã corrupção Desfila nas avenidas Agora matam os pobres Numa constante guerra fria Que seria dessa gente Se aqui fosse ausente A tal da democracia? Todo mundo se uniu Para lutar pelo povão Descobriram uma saída Com a globalização E pra torná-la “real” Eles lutam com euforia Que seria dessa gente Se aqui fosse ausente A tal da democracia ? Com um texto decorado E o branco colarinho Dizem estar interessados E até usam de carinho Mas por trás da bela máscara É absurda a hipocrisia Que seria dessa gente Se aqui fosse ausente A tal da

O Ninho

Velho ninho que em outrora Servia de habitação Acolhendo os passarinhos Em busca de proteção Já foi visto e admirado Serviu de inspiração Hoje jaz adormecido Repousando neste chão. Suas glórias já passaram Hoje restam só saudades Mas a tinta e o pincel Lhe deram eternidade Não foi obra do acaso Ou tampouco do destino Foi João teu nobre irmão Artista, doce menino. O ipê ainda chora Sentindo saudade sua Solitário é consolado Pelo sol e pela lua Quem te viu não te esquece Quem não viu muito perdeu Que beleza, quanto encanto A natureza lhe deu.

CRONICA DO PENISDRIVE

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SEXUALIDADE VIRTUAL Imagens google Eu estava na rede e o vento soprava. A brisa arrepiava-me e nessa atmosfera de inverno percebi que você me olhava num flerte gigabytico. Meu sistema operacional entesou meu penisdrive e expôs virilmente sua glande metálica. Senti o odor virtual de suas entradas USBs, que excitadas convidavam-me a navegar por suas ondas, a cabo, sem fio, a satélite. Minha estrutura ainda fria em plena rede se animou com as possibilidades de um download e assim não pude me conter, deslizei por cada página de seu corpo, por documentos HTMLs e DOCXs, apreciei cada cantinho de seu corpo digital e lhe confesso... Ai meu Deus! Como fui feliz!!! Subtraíram-se os espaços, volatilizou-se o tempo, e em uma espécie de mágica fomos um... Cai na vida e me viciei em seus encantos em pouco tempo andava devasso flertando a todos numa androginia virtual amando de site em site a todos os seus andrógenos habitantes. Mas minha devassidão me custou caro! Hoje vejo meu dispositivo infectado

Fotografias Recortadas de Jornais e Folhas...

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MEU REFLEXO

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Imagem do google Existem momentos na vida... Em que um imenso vazio faz-se sentir... E faz se sentir de modo brutal! Nesse momento é assim... Exatamente assim, que me sinto... Minha chama interior já quase morta, extinta pelo sopro da desesperança, a custo mantém me animada. De pé, meus olhos ressequidos, padece o martírio de ter que captar a imagem, no dilacerante exercício do ver. A cabeça lateja atordoada, e os pensamentos desordenados tornam tudo ainda mais dramático e cruel... O sol impiedoso cauterizando o mundo, não tira de mim a apocalíptica sensação de desgraça, um cheiro pestilento de medo, empreguina o ar e o universo estático, sem canção... é um lamento só. Uma eternidade de angustia! É verão na chapada e tudo me é terrivelmente doloroso, a vida...? Um fardo...! A lida...? uma idiotice sem a menor justificativa ...! Então porque continuar??? Não sei!!! Não há em mim razão para nada; continuar, parar, retroceder morrer, amar, sorrir, chorar, gritar, cantar, dialogar, mon

Poesia morena

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Imagem do google C AM G Mar... céu .... Lá F Cá... EM Dm 7 C Saudade G AM DM Mas... Vem ..... já F G/B C Feli...cida...de C AM /G G Aqui a saudade se impõe tal quais os templos de Atenas F C Deixando assim tão distante a poesia morena F G Essa saudade que punge teima e em tudo me acena EM DM G7 C Falando de nossa poesia falando de ti morena AM F G G7 C Falando de nossa poesia falando de ti morena C AM /G G Cronus subtrai o passo aumentando assim minha pena F C Multiplica a saudade que sinto e à distancia nos condena F G Mas as lembranças consolam e faz a horas amenas EM DM G7 C Falando de nossa poesia falando de ti morena AM F G G7 C Falando de nossa poesia falando de ti morena C AM /G G Ainda que tudo conspire mesmo que ninguém entenda F C Vou aguardando o momento que a alegria seja plena F G As horas sejam de euforia e de poesia oh morena EM DM G7 C Na vida tudo é fugaz e ainda assim vale a pena AM F G G7 C Porque tenho a ti oh poesia porque tenho a ti oh morena